MulherNaoPresta

Seu guia online sobre como tratar as mulheres e valorizar a si mesmo.

Papo de Menina

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Por @nickybuzatto

– Então deixa eu entender.

– Humm?

– Você está, oficialmente, dando uma chance pro tímido.

– Exatamente.

– Por quê?

– Porque eu me sinto no controle.

– Explica, quero entender.

– Quando a gente flerta, tudo que eu preciso fazer é mandar os sinais corporais certos e esperar ele reagir segundo a minha vontade.

– Meu Deus, você é uma manipuladora!

– Hahaha. Sou nada! Eu só me sinto segura desse jeito, é simples assim.

– Hummmmmmmmm…

– O quê?

– Segura? Será?

– Explica você, agora.

– Hummmmm… Como chama aquele outro menino?

– O Edu?

– Isso. O Eduardo. Por que você gostava dele mesmo?

– Ah… Ele é diferente.

– Como?

– Eu não faço esforço consciente. Ele fala comigo e o ar fica pesado na hora.

– Pesado?

– Tá. Pesado não. Sei lá. A gente se conheceu pela internet e já rolava aqueles comentários com entrelinhas perigosas.

– Perigosas?

– Sim. Depois a gente se conheceu pessoalmente por causa de um amigo em comum.

– E o que você sentiu?

– Eu perdi o ar. Olhar pra ele é bom… Conversar com ele também é…. Mas o jeito que ele me olha enquanto conversa comigo é… Uou, não dá nem pra explicar!

– Hummmm…

– O nível de tesão é 8,5. Tem picos de 9,9 facilmente.

– E o tímido… Como chama mesmo?

– Guilherme.

– Qual o nível de tesão?

– 7,5. Raros picos de 8,5. Mas ele é doce, divertido, cavalheiro… O Gui me acalma, o Edu me acelera.

– Com quem você se sente mais à vontade?

– O Edu me deixa à vontade porque não fica me perguntando as coisas ou me consultando toda hora. Ele diz “vamos pra tal lugar” em vez de “pra onde você quer ir?”

– O Gui não faz isso?

– Não. Ele é uma gracinha. Abre a porta do carro e tudo.

– Mas…

– Mas…

[ silêncio ]

Pessoas controladoras têm um fraco mortal por pessoas que sabem controlá-las.

Continuou.
– …mas não sei se eu quero que ele abra a porta do carro.

– Quer o quê?

– Que ele olhe pra mim como se estivesse me mandando abrir as pernas.

– Óbvio que é assim com o Edu. Você gosta dele.

– Gosto nada. É só tesão, eu não me apaixonaria por ele.

– Mas só pensa nele.

– Hummmmmm.

– Você acha que flerta quando é você quem toma as titudes, mas não é só assim que funciona.

– Conta mais.

– Quando você aceita uma provocação, está flertando. Você pode muito bem não responder quando ele diz “oi”… Pode muito bem bloquear o menino no MSN… Mas você dá corda. Ele te instiga, Isa. E cada vez que ele te abraça e você gosta, você está flertando. Quando ele é grosso e você fica bravinha, você está flertando. Você não tem controle do que sente por ele, e gosta do controle que ele tem sobre você…

[ silêncio ]

– Não gosto de ficar indefesa.

– Isso não é ficar indefesa. É ficar vulnerável. E é normal.

– É novo pra mim.

Vrrrrrrrrrr. O celular, que estava sobre a mesa, vibra.

* 2 Novas Mensagens *

Leu a primeira e sorriu de um jeito doce.
Leu a segunda e sorriu com o canto da boca.

– Olha isso. “Passei em frente a Casper, lembrei de você. Mas não preciso de muito pra pensar em você, mesmo… Beijo.”

– Que gracinha. E a outra, do Edu?

– Sou tão previsível assim?

– Eles é que são.

– Festa de aniversário dele amanhã. A mensagem: “Não esquece do meu presente: você num vestido vermelho e cabelo preso.”

– Qual você vai responder?

– Hummmmmm…

Ela colocou o celular de volta na mesa e não respondeu nenhuma. Era uma mulher decidida, era ridículo escolher entre dois caras. Não era?

Laura voltou pra casa dela e Isabela ficou uns 20 minutos pensando que o Gui merecia uma chance.

Falou pra si mesma que não deixaria um cachorro controlador entrar em sua mente.

Isso mesmo! Não ia permitir que um cara — por mais intrigante, sedutor e narigudo que fosse — deixasse-a vulnerável.

Era ela quem mandava. Era ela quem dava as cartas. Era ela quem deixava os caras subindo pelas paredes, não o contrário.

Encheu a taça com vinho tinto e bebeu de uma vez só, enquanto ouvia Piazzolla.

Pegou o celular. Leu novamente cada uma das 93 mensagens nas caixas de entrada e saída.

“Você é racional, garota. Você é racional, garota. Você é racional, garota…” Quase um mantra pra si mesma.

Ela não teria tempo de transformar aquela mentira, por mais vezes que fosse repetida, em verdade…

Pegou o celular e digitou.

“Preciso de ajuda!”

A resposta veio quase instantaneamente.

“Ajuda? Por quê?”

“Tô em casa, sozinha, e preciso de ajuda. Em qnto tempo vc chega aqui?”

Nenhuma resposta. Exatamente como ela esperava. O interfone do prédio tocou depois de 20 minutos. Tempo suficiente pra colocar o tal do vestido vermelho, meia 7/8 preta, prender o cabelo e uma maquiagem que deixava seu olho mais claro.

DING DONNNNG.

Respirou fundo antes de abrir a porta.

Ele mal respirava.

– Que bom que você veio.

– Você parecia desesperada.

Estrou hipnotizado.

– É que eu precisava testar a maquiagem pra festa de amanhã.

Ele sentou no sofá.
— Umhummm.

Ela sentou sobre ele, tomando seu rosto com as mãos.

– Acontece que o ziper — um beijo na testa dele — do meu vestido — outro na ponta do nariz — travou. Não dá pra abrir.

Beijou o pescoço dele de leve, enquanto soprava em seu ouvido.

– Você pode, por favor, — fez a carinha mais inocente que sabia fazer — me ajudar a abrir?

Ele rolou com ela até trocarem de posição. Ela embaixo, ele em cima.
Isabela ficou assustada com a reação, esperava que ele fosse mais delicado.
O nível de tesão com ele chegou a 10!

Claro, como um bom cavalheiro, ajudou-a.

Primeiro, com o ziper do vestido… Depois com as meias 7/8… Ajudou com o tapete da sala, limpo demais… Com a roupa de cama, arrumadinha demais…
Tentou ajudar com o apetite dela, mas este era insaciável demais!

Depois de umas 2 horas de ajuda mútua, ele teve que ir embora.

– Amanhã a gente se vê na festa.

– Sim, senhor.

O último beijo na porta, entre sorrisos bobos.

– E obrigada pela ajuda.

Ele sorriu.

– Eu jamais deixaria uma dama em apuros. — Outro beijo com gosto de quero mais. — Boa noite, Isa.

– Boa Noite, Gui.

Ela definitivamente não se arrependera de se entregar aos desejos do seu “eu” manipulador, controlador e auto-protetor.

E definitivamente se surpreendeu com o menino tímido.


Edu pegou o celular e viu que tinha uma mensagem não-lida. Quem mais mandaria mensagens às 2:15 am? Só podia ser…

“Te vejo daqui 20 horas. Meu vestido está delicioso. Isa”

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Written by mulhernaopresta

10/05/2010 at 4:18

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O Quanto pesa a sua vida?

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Por @Lorena777

Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila. Eu quero que você sinta as alças nos seus ombros. Você as sente? Eu quero que você a encha com todas as coisas o que você possui na vida… Comece com as coisas pequenas. Coisas de prateleiras, de gavetas, as bugigangas, os colecionáveis… Sinta o peso de tudo que foi adicionado. Comece a adicionar coisas maiores. Roupas, eletrodomésticos, abajoures, lençóis, sua TV.

A essa altura, aquela mochila deve estar bem pesada. E ficará mais. Vá aumentando. Seu sofá, sua cama, mesa de cozinha…Coloque tudo nela. Seu carro, coloque na mochila. Sua casa, seja um apartamento ou uma casa de dois andares, eu quero que você coloque tudo nessa mochila. Agora tente andar. É bem difícil, não é? É isso o que fazemos diariamente. Nos envergamos com tanto peso até não conseguir mais nos mover. E não se enganem: movimento é vida.

Agora, vou incendiar a sua mochila. O que você quer retirar dela? Fotos? Fotos são para pessoas que não conseguem se lembrar. Tome um memorizador e deixe as fotos queimarem. Na verdade, deixe tudo queimar e se imagine acordando amanhã sem nada. Tentador, não? É assim que começo cada dia na minha vida. Bom, isso vai ser um pouco difícil, então fique comigo. Você tem uma nova mochila. Só que dessa vez, quero que coloque pessoas nela. Comece com conhecidos casuais, amigos de amigos, pessoas do escritório… Então passe para as pessoas que você confia seus segredos mais íntimos… Seus primos, tias e tios, seus irmãos, irmãs, seus pais… E finalmente, seu marido ou esposa, seu namorado ou namorada. Coloque-os dentro dessa mochila. Não se preocupem, eu não vou pedir para que ateiem fogo nela. Sinta o peso dessa mochila.

Não se enganem, seus relacionamentos são os maiores componentes na sua vida. Você sente as alças cortando seus ombros? Todas essas negociações e discussões, segredos e compromissos. Você não precisa carregar todo esse peso. Por que não coloca essa mochila no chão? Alguns animais carregam um ao outro, vivem simbioticamente a vida toda. Amores eternos, cisnes monogâmicos. Nós não somos esses animais. Quanto mais lento nos movemos, mais rápido morremos. Não somos cisnes. Somos tubarões.

Ryan Bingham – Up in the air

Written by mulhernaopresta

10/05/2010 at 4:04

Publicado em Comportamento

Escrotice do Caralho

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Written by mulhernaopresta

02/05/2010 at 5:44

Publicado em Comportamento

Síndrome de Gabriela

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Texto retirado do site Mulher De 40 no dia 1 de maio de 2010, as 19h01

Mudar

Esses dias no Twitter perguntei “E quando o cara sabe onde está errando, estufa o peito e diz ‘Eu sou assim mesmo, sempre fui’?” @MulherNaoPresta me respondeu que “ele sofre de síndrome de Gabriela”. Confesso que nunca tinha ouvido falar. Joguei no Google, óbvio.
Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim (Dorival Caymmi)

É muito difícil nos darmos conta de que não estamos conseguindo atingir nossos objetivos simplesmente porque não mudamos nossa maneira de agir. Brigamos pelas coisas, elas simplesmente não acontecem, reclamamos, nos fazemos de vítimas… mas no fundo talvez estejamos profundamente equivocados.
Encontrei artigos em sites sobre Recursos Humanos, como o Artigonal:
“O fato é que com tantas mudanças ocorrendo no mundo afora ainda tem gente que insiste em querer fazer tudo igual, sem chance de abrir uma possibilidade para o novo. (…) É aquela pessoa que quando sai de férias viaja sempre para o mesmo lugar e faz tudo sempre igual. Seguramente está perdendo a oportunidade de aprender com o novo e de descobrir outras possibilidades.”

No Consultores encontrei isso:
“É o tipo rígido, que vive sua rotina e se assusta diante de possibilidades de mudança de atitudes e de comportamentos. Tenho encontrado várias pessoas com essa síndrome, ou seja, fazem o nosso curso, percebem alguma dificuldade, recebem a orientação para saná-la e depois de um tempo, permanecem com os mesmos problemas, nada fazendo para mudarem.”

No blog Gosto de Ler encontrei uma definição interessante:
“Um “gabriela” pode ser assim durante toda a vida e passar a falsa imagem de que se conhece muito bem e se aceita da forma como é, enquanto, muitas vezes, sua atitude é para esconder seu autodesconhecimento e sua baixa auto-estima. Embora não pareça, é muito mais difícil ser um portador da Síndrome de Gabriela do que assumir a própria identidade ou mudar o que for necessário. ”
Mas o que mais gostei foi o que li no Vya Estelar:
“Algumas pessoas olham para o passado e conseguem perceber as lições, ainda que a custo de muito sofrimento, valorizam o aprendizado, pois conseguem aprender com a experiência passada. (…) Enquanto continuar acreditando que as coisas devem ser feitas sempre da mesma maneira, possivelmente tudo continuará tendo o mesmo resultado.

É preciso estar em constante aprendizado, aberto a mudanças, seja sobre o que for. Seja em relação ao trabalho, à educação dos filhos, fazer a comida, se relacionar, amar, enfim, tudo muda em fração de segundos e devemos acompanhar esse processo se desejarmos evoluir, crescer; do contrário encontraremos estagnação, e muitas vezes sofrimento. ”

E finalmente, no Yahoo Respostas, encontrei algumas assim…
“O fato de ter amadurecido diz-me que não sou portador dessa síndrome.”
‘Eu prefiro ser , essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”

“Aproveitando o que o psicólogo disse , todos podemos mudar, é só querer… muitos usam esse artifício para se destacar , mesmo que seja de uma forma negativa! Cada um tem sua personalidade , mas pode moldá-la para melhor, com certeza!!”
“Não, isso é coisa pra gente que não gosta de evoluir”

Eu penso assim… nem sempre consigo, mas uma das coisas que não mudo em mim é a capacidade de estar sempre mudando! Adquirindo novas experiências, novos conhecimentos, novos desejos, novos pontos de vista sobre as coisas. É difícil, mas às vezes temos que mudar para nos adaptar ao mundo que nos cerca, e assim conseguir algumas vitórias.

Também devemos aprender a mudar para nos relacionarmos melhor com as pessoas. No amor, então, acho isso imprescindível, pois a cada detalhe novo que descobrimos na pessoa amada temos um tipo de reação. O que é bonitinho hoje pode incomodar amanhã, essa é velha, mas o que incomoda hoje sempre vai incomodar.

E se estamos incomodando, por quê não mudar? Não falo em mudarmos nossa essência, essa é impossível mudar. Mas as pequenas coisas. Às vezes é mais fácil agradar do que parece… basta ter um pouco de atenção. De desprendimento. Olhar para o outro e tentar enxergar além das aparências. Difícil? Tente! Tire a mágoa do coração, tire a venda dos olhos, tire o preconceito do pensamento. Não faça como eles:

Written by mulhernaopresta

02/05/2010 at 0:05

Publicado em Comportamento

Elas não serão diretas com você.

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Veja o vídeo acima. Viu? Prestou atenção no jeito dela? Não? Veja de novo. Parece familiar? Pois bem, é assim que uma mulher atraente se comporta se ela está afim de você.

Uma das perguntas mais frequentes que recebo é “Como saber se ela está afim?” ou “Ela ficou em silêncio, o que isso quer dizer?”

Bem, a resposta pra isso é que, salvo em algumas raras exceções, elas NÃO vão se jogar em cima de você, sorrir hipnotizada com seu charme ou chegar no seu ouvido e dizer “Não te conheço mas quero que você me foda agora! hhuuuummm, gostoso!”

Não! Tsc tsc tsc tsc, não! Não, não. A menos que ela seja 100% vadia e tenha enchido a cara. Porém é mais fácil que ela entre em coma alcóolico antes de dizer escancaradamente e na frente de várias pessoas que ela quer transar com você.

Elas são sutis. Uhnnn ok, algumas delas são sutis, e jamais vão deixar claro que querem alguma coisa com você por dois motivos óbvios:

1.A pior coisa para a maioria das mulheres é ser interpretada como uma vagabunda, principalmente por quem ela está a fim;

2.Pelo mesmo motivo acima, ela não quer que ninguém que esteja prestando atenção nela pense que ela é uma vagabunda. Funciona da seguinte maneira: Enquanto você fala com ela pode apostar que tem pelo menos uns três baba ovos (daqueles que sempre tentam e nunca conseguem) só de olho, esperando pra ver o que vai acontecer, como urubus esperando um animal morrer de sede para atacá-lo. Fora os baba-ovos, tem mais uns 3 ou 4 paspalhos que acabaram de notá-la e ja estão rodeando feito marisposas numa lâmpada acesa no meio da escuridão.

É óbvio que, para o público que assiste, sem você perceber, ela precisa provar mais uma vez que ela não é uma mulher “dessas”, fáceis e vagabundas. Então o que ela faz? Finge que está te humilhando, ou que não tem interesse. E por que ela finge que está te humilhando ou que não tem interesse? Porque você foi um mané e foi “chegar nela” ou “pedi-la” na frente de uma platéia. E só você não percebeu.

Por isso eu insisto: seja discreto. Não precisa mostrar pra nenhum colega seu, nem pra nenhum potencial baba ovo perdedor fura olho que você está dando em cima dela. Quer mostrar interesse? Analise o lugar, a situação e espere. Não seja ansioso.

No vídeo, Maverick, o garotão, errou feio em tentar obter uma resposta na sala de aula, na frente de outros alunos e pediu pra ouvir.

A sorte é que ela sentaria no colo dele, como a mulherde40 confessa logo abaixo, nos comentários.

Portanto, fique sempre atento à linguagem corporal delas. Analise o local e o momento para jogar umas indiretas, não seja ansioso e lembre-se que, apesar de raras exceções, elas nunca serão diretas com você.

Written by mulhernaopresta

26/04/2010 at 1:31

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O Tênis e o Frescobol

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Por Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que, os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: Há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.

Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me.

Para começar, uma afirmação de Nietzsche com a qual concordo inteiramente.

Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria, capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice”?

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sheerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”.

Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.

O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música.

A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ”Eu te amo…”

Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética”.

Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o  jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.

Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.

Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.

Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.

Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão…

O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento.

Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor…

Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…

RUBEM ALVES é educador,

escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp.

Written by mulhernaopresta

18/04/2010 at 16:31

Publicado em Comportamento

A Escrota

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Tenho uma amiga lindíssima da academia, ela poderia ser facilmente capa de revista, todos lá dão em cima dela mas ela conversa somente comigo lá, sou fã dela tb. Disse que sou bonzinho, atencioso e já me chamou de bonito, porém ela é mimada e bem mandona, vive me pedindo para buscar água, montar e desmontar os pesos, estacionar o carro entre outras gentileza para agradar. Com o passar do tempo começamos ter mais intimidade, mas comecei a suspeitar que virou um pouco abuso. Esses dias ela me pediu q fizesse massagem enquanto ela verificava seus e-mails no seu note, me empolguei achando q iria tocar aquele corpão mas ela queria somente nos pés, fiquei no chão fazendo por uns 15 min pra disfarçar e quando quis sair e parar ela mandou continuar pisando em mim dizendo q tava muito bom e para mim continuar fazendo até quando estivesse satisfeita, obedeci e continuei.
Vc acha q eu estou indo conquistando ela? O q devo fazer para ter sucesso com ela? Ou vc acha q isso ficará somente na amizade do jeito q está?


Resposta: Peraí vamos com calma. Olha o absurdo que você está me contando.

Desculpe a sinceridade mas, se isso for verdade, você está se comportando como o mais cretino dos baba ovos que eu já vi e ouvi a respeito. Ela está tratando voce como um completo idiota e você está assinando um atestado confirmando isso.

Atencioso e bonzinho? Massagem nos pés enquanto ela usa o lap top? Pisar literalmente com os pés em você quando você tenta parar? Meu Deus do céu meu amigo, quanta falta de respeito por si mesmo, não acha?

Mulher nenhuma tem o direito de cometer uma asquerosidade dessas. Você está sendo usado por ela e ela ainda está dizendo na sua cara que você é um perdedor fracassado bunda mole.

Mulher assim merece levar um bons tapas na cara pra aprender.

E você merece levar umas porradas por deixar uma coisa dessas acontecer.

Acorda, cara. Você está sendo feito de trouxa. Você não está, nem de longe, conquistando essa mulher. Para conquistar essa mulher que você mencionou, você tem que ser do tipo que bate em mulher. Daquele tipo vagabundo bombado que senta o braço nela quando está de mau humorzinho pq o time dele perdeu. Gente escrota busca gente escrota.

Quer reverter a situação? Posicione-se como um homem que se valoriza. Não aceite esse tipo de humilhação vindo dela. Corte contato total. Ignore-a.

Conheça mulheres melhores, busque quem gosta da sua companhia e não quem humilha você.

Written by mulhernaopresta

10/04/2010 at 5:02